Fragmento dos Dez Mandamentos de um manuscrito de 2.000 anos será exibido na Biblioteca Reagan

Exposição oferece rara oportunidade para exibição pública do Pergaminho dos Dez Mandamentos

A Biblioteca e Museu Presidencial Ronald Reagan em Simi Valley, Califórnia, tem uma nova exposição que oferece aos visitantes uma compreensão mais profunda do judaísmo antigo e dos primeiros fundamentos do cristianismo. A exposição, “Manuscritos do Mar Morto: A Exposição”, apresenta uma coleção especial de oito manuscritos judaicos antigos e 200 achados arqueológicos que datam de mais de 2.000 anos. Acredita-se que os pergaminhos datem de 250 a.C. a 68 d.C. Mais notavelmente, a biblioteca — começando em 11 de abril e durando apenas duas semanas — apresentará o Pergaminho dos Dez Mandamentos, exibido pela primeira vez na Califórnia. Ele não é visto nos EUA desde 2013 e oferece “uma rara oportunidade de explorar um dos textos mais significativos da história religiosa”.

David Trulio, presidente e CEO da Fundação e Instituto Presidencial Ronald Reagan (RRPFI), disse à Fox News Digital: “A fé cristã do presidente Reagan era fundamental para sua identidade.” E acrescentou: “Ele se envolveu com judeus e cristãos durante sua presidência. À medida que avançamos em seu legado, apreciamos muito a oportunidade de compartilhar esses notáveis ​​tesouros bíblicos que aprofundam nossa compreensão das escrituras, das primeiras comunidades religiosas e do desenvolvimento das principais religiões monoteístas praticadas hoje. Agradecemos muito a oportunidade de compartilhar esses notáveis ​​tesouros bíblicos.”

Melissa Giller, diretora de marketing da fundação e instituto, também disse à Fox News Digital que o presidente Reagan era um homem de “fé profunda”. “Certa vez, ele perguntou se resolveríamos ensinar, aprender e tentar dar ouvidos à maior mensagem já escrita: a Palavra de Deus e a Bíblia Sagrada”, disse Giller. “Ele disse que dentro das páginas da Bíblia estão todas as respostas para todos os problemas que o homem já conheceu.”

“O Pergaminho, conhecido como 4Q41, foi descoberto em 1952 na Caverna 4 de Qumran e contém Deuteronômio 8:5-10 e Deuteronômio 5:1–6:1. Acredita-se que seja a cópia mais antiga existente dos Dez Mandamentos”, observa o comunicado de imprensa da biblioteca. 

“Portanto, guardarás os mandamentos do Senhor teu Deus, andando nos Seus caminhos e temendo-O”, diz a versão King James de Deuteronômio 8:6.

Para a exposição especial dos Pergaminhos dos Dez Mandamentos, a biblioteca terá horário estendido durante o período de duas semanas, com um número limitado de 1.600 ingressos alocados por dia, informou a organização à Fox News Digital. 

Uma mulher olhando para um pedaço dos Manuscritos do Mar de Dean em uma tela

Por apenas duas semanas, a partir de 11 de abril, a Reagan Library and Museum em Simi Valley, Califórnia, está exibindo o Ten Commandments Scroll, exibido pela primeira vez no Golden State. Ele não estava nos EUA desde 2013. (The Reagan Library)

“De acordo com as narrativas bíblicas em Êxodo e Deuteronômio, Deus revelou os Dez Mandamentos a Moisés no Monte Sinai, inscrevendo-os em tábuas de pedra como princípios orientadores para a comunidade. Esses mandamentos permanecem centrais para as religiões abraâmicas e continuam a influenciar tradições morais e legais em todo o mundo.”

Um homem olhando para a exposição dos Manuscritos do Mar Morto

A exposição completa dos Manuscritos do Mar Morto se estende até 2 de setembro de 2025. (The Reagan Library)

(Fox News)

Descoberta arqueológica em Megido confirma batalha bíblica que deu origem ao Armagedom

Evidências arqueológicas sugerem também presença de soldados egípcios e mercenários

Novas descobertas arqueológicas na antiga cidade de Megido, local da lendária batalha do Armagedom, lançam luz sobre um confronto bíblico entre o rei Josias de Judá e o faraó egípcio Neco II, ocorrido há mais de 2.600 anos. Josias foi um dos últimos reis de Judá, conhecido por sua devoção a Deus e pelas reformas que implementou, buscando restaurar o culto ao Criador e eliminar práticas idólatras. Segundo a Bíblia, ele morreu ao enfrentar o exército egípcio em Megido. O termo Armagedom, derivado do hebraico “Har Megiddo” (Monte Megido), aparece no livro do Apocalipse como o local da batalha final no fim dos tempos.

A recente descoberta arqueológica em Megido reforça a veracidade dos relatos bíblicos, ao confirmar a presença de forças egípcias na região na época da morte de Josias. Um estudo recente, publicado no The Scandinavian Journal of the Old Testament, revela a presença de um exército egípcio em Megido por volta de 609 a.C., data em que a Bíblia relata a morte de Josias.

A análise de fragmentos de cerâmica egípcia e grega, encontrados em uma camada arqueológica da época, indica que Megido foi ocupada pelos egípcios, que frequentemente utilizavam mercenários gregos em suas tropas.

O estudo foi liderado por Israel Finkelstein, arqueólogo da Universidade de Haifa e da Universidade de Tel Aviv. Segundo ele, a presença de cerâmica egípcia e grega no local indica que tropas egípcias, possivelmente acompanhadas por mercenários gregos, ocuparam Megido na época do reinado de Josias.

“Esses achados apoiam a ideia de que forças egípcias estavam em Megido durante o período descrito na Bíblia”, explicou Finkelstein.

A cidade, estrategicamente importante por sua localização em rotas comerciais e militares, foi palco de diversas batalhas ao longo da história, sendo ocupada por diferentes povos.

As escavações em Megido revelaram mais de 20 camadas arqueológicas, abrangendo períodos de ocupação cananeia, israelita, assíria, egípcia e persa.

O local, palco de incontáveis batalhas ao longo dos séculos, continua a revelar segredos que conectam o passado ao futuro. Uma cidade estratégica que já foi disputada por impérios e reis agora ressurge como evidência arqueológica de eventos bíblicos. Para a história e para a fé, um campo de guerra e o prenúncio da batalha definitiva.

(R7 notícias)

Fundador da Sociedade Criacionista Brasileira foi diretor da Fapesp

Com a indicação do criacionista e defensor da Teoria do Design Inteligente Benedito Guimarães de Aguiar Neto para a direção da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) [em 2020], grande polêmica foi criada nos meios de comunicação brasileiros e até do exterior. Benedito é engenheiro eletricista (1977) e mestre em engenharia (1982) pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Cursou o doutorado (1987) na Technische Universität Berlin, na Alemanha, e o pós-doutorado (2008) na University of Washington, nos Estados Unidos; além disso, foi reitor da prestigiada Universidade Mackenzie, de São Paulo. Mesmo com esse currículo respeitável e com uma carteira de grandes contribuições para o avanço do conhecimento e da cultura, ele foi alvo de críticas injustas e precipitadas. Por quê? Porque em lugar de pensar que a vida teria contrariado os fatos e surgido por acaso, Benedito acredita que vida proveio de vida, ou seja, um Criador a trouxe à existência. E isso foi suficiente para a “geração espontânea” de várias notas de repúdio.

É bom lembrar que alguns anos atrás outro criacionista dirigiu uma agência de fomento à pesquisa, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Veja o que diz o site da instituição:

“Natural de São Carlos, interior paulista, Ruy Carlos de Camargo Vieira (1930-) é engenheiro mecânico e eletricista formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) em 1953. Trabalhou dois anos no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) antes de ingressar como professor da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. Participou da criação do Centro de Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada da EESC. Em 1972, Vieira mudou-se para Brasília para integrar a Comissão de Especialistas em Ensino de Engenharia do Departamento de Assuntos Universitários do Ministério da Educação e Cultura (MEC), que acompanha e avalia as escolas de engenharia. Durante sua gestão como diretor científico na Fapesp, avançaram os projetos especiais como o RADARSP II e a implantação de biotérios nas universidades públicas. Foi também a época da implantação da Emenda Leça [que assegurou a regularidade do repasse dos recursos para a Fapesp e para os pesquisadores e estudantes com projetos ou bolsas aprovados]. Autor de livros e artigos sobre ciência e religiosidade, Vieira foi um dos fundadores da Sociedade Criacionista Brasileira, em 1972.”

Note que o site até menciona o fato de o Dr. Ruy ter sido um dos fundadores da SCB, o que de forma alguma desmerece todas as conquistas dele à frente da instituição.

Dr. Ruy Vieira também representou o MEC no Conselho da Agência Espacial Brasileira e foi membro do Conselho Federal de Educação, entre outras muitas atribuições. Ou seja, um homem competente, culto, dedicado, humilde (e posso atestar tudo isso, pois tenho o privilégio de conhecê-lo pessoalmente) e que deixou um rastro de boas realizações por onde passou.

Num Estado laico, qualquer pessoa, independentemente de sua fé ou da falta dela, tem direito de exercer sua cidadania e servir ao País, desde que tenha competência para ocupar o cargo específico para a qual foi chamada. Que o tempo e as realizações falem por si mesmos.

Michelson Borges

Leia também: “Imprensa e academia mais uma vez manifestam preconceito contra o criacionismo e a TDI”, “A grande imprensa e a academia detonariam César Lattes” e “Conteúdos úteis na atual discussão sobre criacionismo acirrada pelo Jornal Nacional

Cientistas querem criar nariz artificial

Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) estão trabalhando duro para desenvolver um sensor que imita o funcionamento do nariz humano. Eles afirmam ter superado um dos maiores problemas nessa empreitada: a produção em massa de proteínas chamadas “receptores olfativos”. Em média, os humanos têm 100 milhões dessas proteínas. Na verdade, segundo reportagem da BBC, muitos pesquisadores no mundo todo estão trabalhando no desenvolvimento de “narizes eletrônicos”, que detectam as mesmas moléculas que formam os cheiros reconhecidos pelo olfato das pessoas. “Mas, enquanto muitas dessas experiências são baseadas em sensores construídos com materiais artificiais, a pesquisa do MIT trabalha com um sensor baseado na biologia do nariz humano”, explica a reportagem.“

A principal barreira para o estudo do olfato é que não tínhamos conseguido fabricar receptores em número suficiente e homogeneizar esses receptores”, diz Brian Cook, do MIT. Shuguang Zhang, diretor associado do Centro para Engenharia Biomédica do MIT, admite que “ninguém realmente entende como [o olfato] funciona. Ainda é um enigma”.

O nariz humano tem cerca de 300 tipos diferentes de receptores olfativos na membrana que cerca as células que revestem as passagens nasais. Cada receptor se liga a um tipo diferente de molécula. Segundo a BBC, as tentativas anteriores de fabricar receptores artificiais fracassaram, pois a estrutura é destruída quando esses receptores são retirados do ambiente específico. Ou seja, os receptores foram criados para funcionar especificamente no local em que estão. O que a equipe do MIT fez, então, foi desenvolver uma solução que protege os receptores durante o processo de produção.

O professor Krishna Persaud, da Universidade de Manchester, Grã-Bretanha, elogia a pesquisa do MIT, mas lembra que ainda existem obstáculos antes da criação de um sensor baseado no nariz humano: as proteínas fabricadas precisam ser colocadas de uma forma que possam funcionar do mesmo jeito que funcionam na membrana da célula. E, mais importante: é necessário desenvolver um método de coleta da informação dessas proteínas, transmissão e processamento dessa informação.

Mais uma vez, vemos cientistas bem inteligentes gastando tempo e dinheiro na tentativa de imitar um mecanismo complexo que eles ainda nem entendem direito. Como se desenvolveram esses receptores olfativos capazes de se ligar a tipos específicos de moléculas? E mais: De que adiantaria terem “surgido” receptores olfativos sem a existência de um método de coleta da informação das proteínas? De que adiantaria tudo isso, sem um meio de transmissão e processamento de toda essa informação?

Na próxima vez que você sentir o cheiro agradável de uma flor ou de um bom perfume, agradeça ao Criador por presenteá-lo com o complexo e maravilhoso sentido do olfato.

(Michelson Borges é jornalista, pós-graduado em Biologia Molecular e mestre em Teologia)

Astronauta brasileiro compartilhou foto para provar que Terra não é plana

O ex-ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações Marcos Pontes compartilhou em uma rede social na noite da terça-feira, 21 [de janeiro de 2020], uma foto para provar que a Terra não é plana e, sim, redonda. “Para quem ainda acha que a Terra é plana, veja segunda foto… kkk”, publicou Pontes no Twitter ao compartilhar um post do Centro de Voos Espaciais George C. Marshall, da Agência Espacial Americana, a Nasa. Pontes ficou famoso em 2006, quando a bordo de um foguete russo se tornou o primeiro astronauta brasileiro – e até hoje o único – a ir ao espaço. Durante oito dias, ele ficou no laboratório espacial, onde realizou uma série de experimentos para a Agência Espacial Brasileira (AEB).

Piloto de caça e engenheiro aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), com mestrado em Engenharia de Sistemas pela Naval Postgraduate School, na Califórnia, nos Estados Unidos, Pontes foi selecionado em 1998 para o programa da Nasa, onde foi declarado astronauta. […]

(Terra)

Nota: Gostaria de ver a coragem dos principais terraplanistas brasileiros em dizer ao Sr. Pontes que ele está mentindo, que nunca foi ao espaço e que não viu a Terra lá de cima. E mais: provarem isso. Infelizmente, esses propagadores de desinformação conseguiram macular o criacionismo ao passar a ideia de que os criacionistas seriam terraplanistas. Criei uma playlist em meu canal no YouTube justamente para desmentir essa ideia absurda (confira). A Sociedade Criacionista Brasileira se manifestou quanto a isso por meio de uma nota de repúdio (veja aqui). Pena que setores da mídia mal-intencionados e mais preocupados em fazer política estejam ignorando esse fato e promovendo essa associação falaciosa e injusta. Pena, também, que professos cristãos estejam participando de toda essa mentira, levantando falso testemunho (que é pecado) contra pessoas como o Sr. Marcos Pontes. [MB]

Criacionismo é racista?! Ok, vamos falar de racismo

Neste texto, vou comentar brevemente o artigo “As relações estreitas entre criacionismo, escravidão e racismo”, da historiadora Luciana Brito. Ela é professora da Universidade Federal do Recôncavo e também integra uma organização de mulheres chamada Rede de Mulheres Negras da Bahia. Luciana começa falando sobre o mito da criação na cultura do candomblé. Fala do papel de Yemanjá (deusa das águas), Obalatá (céu) e Oduduá (terra). E então afirma: “Esse é um mito, um dos vários que explicam a ‘criação’ e servem unicamente para explicar a origem do mundo sob uma determinada perspectiva religiosa. Mas e o criacionismo? Por que essa mitologia cristã que explica a criação do mundo tem, cada vez mais, se deslocado do lugar de metáfora para ser uma ideologia norteadora de governos conservadores, orientando políticas públicas, sobretudo na área da educação?”

Deixando de lado o aspecto político da coisa, é bom, antes de mais nada, lembrar uma das definições de criacionismo: estrutura/modelo conceitual que adota para o estudo da natureza a possibilidade da existência de um Criador. A vida teria sido criada inicialmente complexa, completa e funcional, em tipos básicos de seres vivos dotados do aporte necessário para sofrer diversificação limitada ao longo do tempo. Existem três principais ramificações distintas dentro do criacionismo: a religiosa, a bíblica e a científica. O criacionismo científico parte da pesquisa científica, no sentido de identificar evidências de design intencional na natureza – mais ou menos como fazem os investigadores criminais, que lidam com pistas em busca do culpado. Portanto, criacionismo nada tem que ver com mitos de criação ancestrais.

A Dra. Luciana Brito sustenta em seu artigo que “teorias como o criacionismo desde sempre foram utilizadas para justificar projetos políticos de organização da sociedade. Nos Estados Unidos do início do século 19, por exemplo, teorias criacionistas estavam de ‘mãos dadas’ com as teses que defendiam a escravidão e a segregação racial”. Então ela cita algumas pessoas que, de fato, defendiam ideias escravagistas, como Thomas R. Dew, professor universitário da Virginia que acreditava que “negros tinham hábitos e sentimentos de escravos, enquanto os brancos carregavam em si, naturalmente, o comportamento de senhores”.

Segundo ela, “teses baseadas no Antigo Testamento foram amplamente utilizadas para justificar a escravidão”. E cita outro historiador: George Fredrickson, autor do livro The Black Image in the White Mind (A Imagem Negra na Mente Branca, em tradução livre), que se vale da história de Cam (filho de Noé) para discorrer sobre a maldição usada para justificar “o eterno estágio de submissão e servidão à qual estariam submetidas as raças africanas”. (Neste texto há uma explicação do porquê essa associação é falsa.)

Logo, a Bíblia e o criacionismo nada têm que ver com as ideias defendidas por Dew nem por Fredrickson.

Luciana diz também que “foi na década de 1850 que um grupo de cientistas percebeu que havia outro caminho para justificar a escravidão que não ferisse as escrituras bíblicas: o poligenismo”. E lembra que o cientista Louis Agassiz “acreditava que existiam ‘zonas de criação’, que haviam produzido, em partes do mundo distintas, quase ao mesmo tempo, diferentes espécies. A raça branca, por exemplo, seria aquela mais avançada, única que descendia de Adão e Eva. Agassiz afirmava que os negros, por sua vez, haviam surgido de uma outra criação, que produziu uma raça inferior, oriunda das regiões tropicais”.

Mais uma vez pergunto: O que a Bíblia e o criacionismo têm que ver com essa insanidade racista?

Então Luciana conclui dizendo que “Agassiz e sua teoria criacionista/poligenista só caíram em descrédito quando confrontadas com a teoria da evolução de Charles Darwin, que acabou ofuscando o suíço”.

Ok. Já que ela mencionou Darwin, que tal averiguar quais eram as ideias do naturalista inglês a respeito dos negros?

Vale a pena dar uma olhada no que ele escreveu em seu livro pouco conhecido e muito constrangedor The Descent of Man (A Descendência do Homem). Nessa obra de 1871 (portanto, posterior ao aclamado Origem das Espécies), Darwin afirma que a lacuna atual entre antropóides e humanos se encontra entre o gorila, do lado do macaco, e o negro ou aborígene australiano, do lado humano: “A ruptura entre homem e seus mais próximos aliados será então ampliada, pois irá intervir entre o homem em um estado mais civilizado, como podemos esperar, mesmo que o caucasiano e alguns macacos tão baixos quanto um babuíno, ao invés de como agora entre o negro ou australiano e o gorila” (capítulo 6, “On the affinities and genealogy of man”).

E aí? Deixou Agassiz no chinelo no que diz respeito a racismo, hein!

E já que estamos falando em preconceito, que tal uma olhadinha também no que Darwin escreveu sobre homens e mulheres?

“A distinção principal nos poderes mentais dos dois sexos reside no fato de que o homem chega antes que a mulher em toda ação que empreenda, requeira ela um pensamento profundo ou então razão, imaginação, ou simplesmente o uso das mãos e dos sentidos. Se houvesse dois grupos de homens e mulheres que mais sobressaíssem na poesia, na pintura, na escultura, na música (trate-se da composição ou da execução), na história, nas ciências e filosofia, não poderia haver termos de comparação. […] podemos também concluir que, se em muitas disciplinas os homens são decididamente superiores às mulheres, o poder mental médio do homem é superior àquele destas últimas” (A Origem do Homem e a Seleção Sexual, p. 649).

No início dos anos 2000, houve uma grande discussão sobre a devolução de cadáveres de africanos e aborígenes “empalhados” e expostos em diversos museus da Europa. Hoje, pouco se fala que o motivo de empalharem essas pessoas e as exibirem em museus era o fato de os evolucionistas as considerarem como estando mais abaixo na cadeia evolutiva (confira). 

“Há cinco anos, a mídia mundial concentrou sua atenção em Gaborone, no Botsuana, para assistir ao repatriamento de um cadáver. O corpo empalhado de um africano do século 19, que estava em exibição havia mais de um século em museus europeus, foi devolvido ao seu solo nativo. Populações indígenas fora da Europa, desde os ‘hotentotes’ do sul da África até os maori da Nova Zelândia, foram durante muito tempo objeto de investigação científica e antropológica europeia. Museus em todo o continente mantêm crânios, peles e órgãos dos povos que os impérios europeus dominavam. Grupos de aborígines na Austrália afirmam que pelo menos 8.000 conjuntos de aborígines permanecem sozinhos em instituições no exterior” (fonte). 

“Está registrado na história de Mackay, Queensland, que um colecionador estrangeiro fez um pedido a um soldado para que ele matasse um menino nativo para fornecer um exemplar completo com esqueleto, pele e crânio de um aborígene australiano” (The Sydney Morning Herald, 31 de janeiro de 1955, p. 2).

Viu só como ideias têm consequências? E essas aí não vieram da Bíblia nem do criacionismo.

No livro The Creationists, o pesquisador Ronald Numbers afirma que o criacionismo espalhou-se rapidamente durante o século 20, desde seu humilde começo “nos escritos de Ellen White”. Mark Noll também afirma que o criacionismo moderno emergiu dos esforços dos adventistas do sétimo dia. Portanto, um exercício interessante é o de comparar com as ideias de Darwin o que escreveu a contemporânea dele Ellen White, que, como sustentam Numbers e Noll, é uma das precursoras do criacionismo.

Sobre negros e brancos, ela escreveu: “O nome do homem de cor é escrito no livro da vida, ao lado do nome do homem branco. Todos são um em Cristo. Nascimento, posição, nacionalidade ou cor não podem elevar nem degradar os homens” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 342).

“Todos são um em Cristo.” Aqui Ellen ecoa as palavras do apóstolo Paulo, que escreveu: “Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28). Essa é a verdadeira visão antropológica criacionista bíblica.

E sobre mulheres e homens, Ellen escreveu: “Ao criar Eva, Deus pretendia que ela não fosse nem inferior nem superior ao homem, mas em todas as coisas lhe fosse igual. O santo par não devia ter nenhum interesse independente um do outro; e não obstante cada um possuía individualidade de pensamento e de ação” (Testemunhos Seletos, v. 1, p. 412).

Portanto, culpar o criacionismo pelas ideias e atitudes equivocadas de pretensos defensores do modelo é como culpar o cristianismo pela Inquisição católica, por exemplo. Para um criacionista, homens e mulheres têm o mesmo valor diante de Deus, pois foram criados assim por Ele, sendo ambos Sua imagem e semelhança. Para um criacionista, negros e brancos são uma só raça, a raça humana, pois descendem ambos do mesmo casal, Adão e Eva (que não eram brancos nem negros, pelo que se percebe no texto bíblico).

É lamentável quando o viés político se sobrepõe aos fatos criando distorções e aumentando o preconceito sobre algo que se desconhece.

(Michelson Borges é jornalista, pós-graduado em Biologia Molecular e mestre em Teologia)

Leia também: “Fermento racista” e “Humanidade sem raças”

Como a coruja consegue girar a cabeça 270º?

Cientistas da Universidade de Medicina Johns Hopkins, nos Estados Unidos, afirmam ter descoberto os “segredos” por trás da capacidade das corujas de girar a cabeça quase totalmente no corpo – até 270º, segundo o estudo. Usando tomografia computadorizada, angiografia e outras técnicas clínicas, os pesquisadores analisaram a anatomia de 12 corujas. Foram descobertas grandes adaptações biológicas [sic] que permitem que o animal não se machuque ao girar a cabeça. As adaptações estão ligadas à estrutura óssea e à rede de vasos sanguíneos dos animais, segundo o estudo, publicado nesta sexta-feira (1º) na renomada revista Science. Vasos sanguíneos na base da cabeça das corujas, logo abaixo da mandíbula, possuem espessura considerável conforme avançam no sistema circulatório, alguns chegando a ser bem grossos, e mantêm essa estrutura mesmo quando o animal gira a cabeça, diz o estudo.

O fenômeno é diferente do que acontece com os seres humanos, em que as artérias tendem a se “capilarizar” quanto mais extensas são nessa região, segundo os cientistas. Isso torna a estrutura vascular dos humanos muito mais frágil que a das corujas nesse ponto – um giro de cabeça de 270º em humanos tem efeitos extremamente nocivos e pode até levar à morte.

Em outra adaptação [sic], algumas artérias abaixo da cabeça das corujas possuem “reservatórios” que permitem que o sangue seja armazenado. A “vantagem” biológica permite que o sangue chegue ao cérebro e aos olhos do animal mesmo quando ele gira a cabeça. Essas adaptações [sic] ajudam a minimizar interrupções da circulação sanguínea das corujas, de acordo com o estudo.“

Manipular a cabeça de seres humanos é realmente perigoso, porque nós não temos as estruturas de proteção aos vasos sanguíneos que as corujas possuem”, disse o cientista Philippe Gailloud, um dos autores do estudo.

(G1 Notícias)

Nota: Outro sistema de complexidade irredutível que precisava funcionar perfeitamente bem desde o início, caso contrário, na primeira girada de cabeça, a coruja morreria. Mas os pesquisadores insistem em chamar de “adaptação”. [MB]

Como os terraplanistas explicam eclipses lunares totais

Esses dias tivemos um eclipse lunar total – mais especificamente, o fenômeno aconteceu na madrugada no dia 21 de janeiro e coincidiu com uma Superlua, evento que ocorre quando o satélite se encontra mais próximo do nosso planeta durante a fase de Lua Cheia, o que significa que também se tratou de uma Lua de Sangue. Como você sabe, os eclipses lunares se dão quando a Terra, o Sol e a Lua se alinham e o nosso planeta se posiciona entre os dois astros, impedindo que os raios solares cheguem até o satélite. Quem estava acordado para acompanhar o último eclipse pôde ver como a fiel companheira da Terra foi se tornando gradualmente mais escura conforme o nosso mundo ia ocultando o brilho solar, até a Lua apresentar um tom avermelhado, resultado de como a luz emitida por ela se dispersa na atmosfera.

Não há nada de novo na breve explicação acima, e a verdade é que a humanidade vem acompanhando e compreende como os eclipses acontecem há milênios. Mas, para os defensores da Teoria da Terra Plana, aquele pessoal que está convencido de que o nosso planeta, em vez de esférico, parece uma panqueca, não acreditam nessa explicação, não – e inventaram uma explicação pra lá de criativa (e muito louca) para o fenômeno!

De acordo com Hanneke Weitering, do site Live Science, apesar de os terraplanistas acreditarem que a Terra é plana, eles aceitam (por alguma razão) que o Sol e a Lua sejam esféricos. Só que, para os defensores dessa teoria, os dois astros orbitariam sobre o Polo Norte terrestre – que, em seu planeta em forma de disco, ficaria no centro do mundo –, o que tornaria impossível a ocorrência de um eclipse.

Mas os eclipses acontecem, né? Então, os terraplanistas, depois de questionados, explicaram que o último eclipse ofereceu aos terráqueos uma rara oportunidade de observar um objeto que orbita o Sol e que, muito de vez em quando, passa diante da Lua, lançado uma sombra sobre ela. O engraçado é que os defensores da teoria não apresentaram qualquer dado sobre a composição, dimensão ou origem dessa coisa misteriosa, e acrescentaram que, quando não está rolando nenhum eclipse, o objeto se torna invisível, já que orbitaria próximo ao Sol.

Oi?

Nem precisamos falar que, em séculos de observações por meio de telescópios e décadas de exploração espacial, nada com essa descrição foi observado nas proximidades do nosso planeta, certo? E sobre o tal objeto se tornar invisível por orbitar pertinho do Sol, como é que Mercúrio, planetinha com 40% do diâmetro da Terra e que consiste no mundo do Sistema Solar que orbita mais próximo do nosso Astro-Rei, pode ser avistado?

Ainda sobre o objeto misterioso, segundo os terraplanistas, ele apresenta um ângulo de inclinação de 5,15 graus com respeito ao plano orbital do Sol – número que “coincide” com o ângulo de inclinação da órbita da Lua com respeito à da Terra –, mas não deram maiores explicações de onde tiraram essa informação.

E mais: os defensores da Teoria da Terra Plana disseram que o tal objeto poderia ser um astro conhecido que orbita ao redor Sol, mas que seria necessário realizar mais estudos para que esse dado seja confirmado. Aguardaremos ansiosos, mas com menos entusiasmo do que sentiremos enquanto esperamos pelo próximo eclipse – fenômeno celeste que só ocorre porque a Terra é esférica!

(Megacurioso)

Nota: Para ficar claro: esse fenômeno celeste em que a sombra da Terra é projetada na Lua só ocorre porque a Terra é esférica e o modelo correto é o heliocêntrico. Ponto. Ou estariam certos os terraplanistas modernos que muitas vezes não sabem a trigonometria básica sobre um triângulo esférico, quanto mais as relações e implicações entre a geometria e as leis do mundo físico? Terraplanistas negam a existência de referenciais relativos (a Terra não pode ser uma “bola molhada” girando rápido no meio do nada, caso contrário, nós perceberíamos). Quero ver pularem do vagão de um trem de luxo, onde todos os móveis aparentemente estão “parados”. Ou que pulem de um carrossel em movimento. Experimento simples.

Sobre os tais “orbis escuros” (objetos circulares e semitransparentes ou demônios vedas!) indetectáveis… Por que somente passam na frente da Lua quando ela é nova ou cheia? Se esses astros invisíveis são desconhecidos e indetectáveis, como conseguimos calcular exatamente quando ocorrem eclipses? Entendeu por que terraplanistas odeiam eclipses e matemática?

Resta ainda a carta na manga preferida deles: a culpa é da Nasa. Deve ser alguma projeção dos norte-americanos, ou algo dessa natureza. Bem, quando os terraplanistas apelam para supostas conspirações da Nasa, podemos pensar: Será que Copérnico, Galileu, Kepler, Isaac Newton (pais da ciência moderna, cristãos heliocentristas “globalistas” notáveis) e tantos outros faziam parte dessa conspiração também?

Assista a vários vídeos sobre terraplanismo. Clique aqui.

O design inteligente é uma teoria científica válida? SIM

Ciência é busca da verdade, que liberta de superstições. É confronto de hipóteses à luz dos dados. A Teoria do Design Inteligente (TDI) é ciência de detecção de design, que distingue efeitos de causas naturais daqueles de causas inteligentes. A TDI argumenta com leis (exemplo: biogênese) e critérios (complexidade irredutível, informação, antevidência e ajuste fino), segue o método científico (observação, hipótese, experimentos e conclusão) e se alicerça só em dados: da física, da bioquímica, da biologia, da cosmologia e de ciências afins.

É falseável, pois detalha suas teses; faz previsões acertadas, como a riqueza genética do “DNA ex-lixo” e a utilidade dos “órgãos vestigiais”, como o apêndice. É defendida por milhares de cientistas, alguns laureados com o Nobel, que publicam artigos e livros, como A Caixa Preta de DarwinSignature in the CellDarwin’s DoubtDarwin Devolves e Foresight. TDI é ciência, e em sua mais pura essência.

A TDI defende Deus? Falso! Se Ele é Deus, não carece de defesa. Defendemos a ciência. Aponta para um criador? Fato! Mas a evolução não aponta para a inexistência dele? O biólogo evolutivo Richard Dawkins não se declarou intelectualmente realizado como ateu após Darwin? Seria a evolução uma vertente do ateísmo? Cientistas, como Francis Collins, são criacionistas evolutivos. Eu, teísta, assim o fui. Seria a evolução uma vertente do criacionismo? Antony Flew – o maior ateu do século 20 – tornou-se um defensor da TDI. O astrônomo Fred Hoyle era ateu, mas optou pelos ETs como seu designer.

Seria a TDI uma vertente do ateísmo ou da panspermia? O filósofo David Berlinski e o bioquímico Michael Denton são agnósticos e defendem a TDI. Seria a TDI uma vertente do agnosticismo? Sejamos honestos: tanto a evolução quanto a TDI, enquanto ciência, acomodam diferentes posições filosóficas e teológicas: é inevitável! É desonesto invocar essas posições no debate.

Um designer metafísico não pode ser estudado pela ciência? Fato! Mas a TDI não estuda o designer, nem se arrisca; avalia só a obra – o universo e a vida. A TDI é ciência análoga ao programa Seti (Busca por Inteligência Extraterrestre, na sigla em inglês), às ciências forenses e à arqueologia. Aplicaram a metodologia de detecção de design do Setiao DNA, e publicaram o artigo “The ‘Wow! signal’ of the terrestrial genetic code” (Icarus, 2013). Há Design Inteligente (DI) detectável no DNA.

A teoria da evolução é consenso e mais lei do que a gravidade? Falso! Veja os “Dissidentes de Darwin”: mais de mil bravos cientistas. Sociedades de DI se espalham pelo mundo. Quem ousaria desafiar Darwin, se absoluto fosse? Congressos tentam “salvar” a evolução, como o “New Trends in Evolutionary Biology” (Royal Society, 2016). Lá, disseram: “Não sabemos como a Evolução fez, só não foi por DI!”

Adaptações ocorrem? Fato! Mas são frutos de “DI genético” e se limitam às famílias, como experimentos equivalentes a “milhões de anos” demonstraram. Tentilhões continuam tentilhões; vírus, vírus; celacanto, celacanto. Mutações criam máquinas moleculares de novo e sofisticam a vida? Falso! Não há sequer um exemplo disso na literatura.

O registro fóssil confirma Darwin? Falso! A explosão cambriana – o surgimento repentino de diversos e complexos animais no período Cambriano – e a carência de formas transicionais demonstram que não.

Não se iluda com “discursos”. Ninguém desqualifica adversários como “hereges religiosos” se fosse possível refutar suas teses. A TDI é a maior novidade científica sobre nossas origens. Revigora a ciência; a resgata do dogma materialista. Cresce no mundo todo, pois é ciência pura. O filósofo Thomas Kuhn previu o “pânico acadêmico” de quebras de paradigmas, como esse que o Design Inteligente causa, e a dificuldade de desviar o “Titanic darwinista”. Mas estamos virando o leme! A verdade vencerá – quem viver, verá

(Marcos Eberlin é presidente da Sociedade Brasileira de Design Inteligente (TDI Brasil), doutor em química pela Unicamp e tem pós-doutorado pela Universidade de Purdue, EUA; texto publicado na Folha de S. Paulo)